Viajar sozinha com bebê é possível, mas…

Olá! Gente linda, que correria! Viagem, volta pra casa, retomada das terapias, visitas, passeios e sono de mãe acumulado… Então, vamos registrar esses agitos começando com as aventuras da viagem que fizemos para Campo Grande!

Dom Valente e eu aproveitamos o feriado de Corpus Christ para colocar o “pé na estrada”, ou melhor, colocar o “pé no ar” porque fomos de avião! Pés no ar, pernas para o ar, muitos abraços e carinho, muita comilança e algumas falas sérias… Assim foi nosso passeio!

A passagem foi comprada antecipadamente, pois a mamãe aqui precisava dessa pausa na agenda. Ser mãe em tempo integral não é moleza! A gente cansa, embora, sorria e diga que está tudo bem. 

O dia 23 de maio chegou!!! Malas prontas e um friozinho na barriga da mamãe pela expectativa de viajar sozinha com o Dom Valente. 

A viagem de ida…

A viagem de ida foi tranquila desde o check-in. Voamos pela Avianca e tanto a equipe de solo como os comissários se mostraram solícitos. No embarque apresentei o passaporte e nele consta que o Matheus pode viajar sozinho com apenas um dos pais. Despachei o carrinho e o carseat, pois estava com o bebê no canguru. Assim fiquei com as mãos livres para segurar bolsa e passagens até chegar à aeronave.

No embarque informei que o Matheus não poderia passar pelo raio x devido ao uso da válvula programável. Entenderam e nem o laudo pediram. Fomos levados para uma sala reservada e eu fui submetida  a revista manual.  As funcionárias foram cuidadosas e me ajudaram com o  Matheus.

Já na aeronave, os comissários se mostraram muito atenciosos e ajudaram com o ajuste do cinto, a organização da bolsa e o destravamento da mesa. 

Matheus estava animado! Na decolagem ofereci a mamadeira para prevenir um possível desconforto nos ouvidos. Minha esperança também era que ele adormecesse, mas estava vibrante. Só queria saber de rir, conversar e pular. Pulou até o momento que o piloto disse “tripulação, pouso autorizado”. Depois dessa frase, ele chorou intensamente por alguns minutos, que para mim pareceram uma eternidade! Os comissários ofereceram ajuda e sugeriram mais uma mamadeira, os passageiros próximos também acreditavam se tratar de dor de ouvido e deram sugestões… Falei que se tratava de sono e que ele dormiria logo.  Pronto! Antes mesmo do avião tocar o chão ele já estava adormecido. Eu estava suada de nervoso, mas grata por ter sido um voo tranquilo…

A porta do avião foi aberta e um frio quase canadense (exagero meu) tomou conta do espaço. Cobri o Matheus com uma manta e desci. Uma senhora me ajudou com a bolsa, lá embaixo a equipe de solo aguardava para auxiliar com  o carrinho e a bagagem. Com Matheus no canguru, empurrando o carrinho e puxando a mala fui ao encontro dos compadres que nos aguardavam. Ufa!

Dias agitados…

Os dias em Campo Grande foram de alegrias e correria para dar conta de tudo o que havíamos programado. Encontro com os compadres, estadia na casa da comadre Mônica e da Lelê (prima de coração do Matheus).20160523_094029

Almoços deliciosos na casa da mãe da Mônica (feijão de vó não tem igual,  Matheus se lambuzou), tentativa dessa pessoa aqui de fazer uma carne de panela (resultado: panela torrada).20160524_121911

Caldinho com as amigas para espantar o frio e acalentar o coração, muita conversa, boas risadas.

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Encontro na feirona e  comilança.

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Passeios no shopping.

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Churrasco com os amigos.

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Palestra na Anhanguera (vou disponibilizar os slides em breve).

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Apresentação de artigo, oficina, conferência do Prof. Dr. António Nóvoa  e ótimos reencontros no Congresso da Omep.  20160526_151923IMG-20160528-WA0019

Ahh, teve banho de balderô na casa da dinda Mônica! Criatividade de mãe é algo incrível!20160525_174256

Foi bom demais!

IMG-20160528-WA0010Voltando para casa…

A viagem de volta não foi das melhores… Já no aeroporto a atendente da Avianca se mostrou grosseira e despreparada! Era domingo de manhã e ela não parecia muito feliz por estar trabalhando…

Entrei na vila cuja placa indicada ser preferencial. Ela me disse que aquela não era a fila certa e indicou outra. Questionei a placa  e ela resolveu me atender (antes eu tivesse ido para outra). Entreguei a minha identidade e o passaporte do Matheus. Ela olhou e me perguntou da certidão. Falei que não tinha e que havia vindo de Brasília à Campo Grande com o passaporte (a lei ampara isso). Ela disse que falaria com o supervisor porque não estava encontrando meu nome no passaporte dele. Peguei o documento e abri na página que o autoriza a viajar com um dos pais indistintamente e que, claro, tem nossos nomes.

No despacho das bagagens mais uma encrenca… A criatura disse que o Matheus teria direito a enviar 10 quilos  e que o peso do carrinho e carseat juntos havia ultrapassado. Falei para ela que o despacho do carrinho não é contabilizado, tanto que podemos levar até a porta da aeronave. Ela insistiu na cobrança.  Então, eu questionei ela sobre as normas da empresa, pois se fui com a mesma empresa e não tive problemas, como seria diferente para retornar? Ela não soube explicar e estava bufando comigo! Foi falar com o supervisor e voltou dizendo que ele havia liberado… Ah ta! 

No raio x me pediram o laudo (estava no fundo da bolsa e foi aquele fuzuê para encontrar). Não havia revista feminina e um funcionário foi chamado para me acompanhar até a sala de revista manual. Ele disse que não me revistaria e ainda me ajudou a encontrar um lugar para sentar até a hora do embarque.  Ah, se ele tentasse me revistar… Teria briga!

O voo atrasou devido ao tempo fechado. A atendente azeda estava na operacionalização do embarque e ignorou o fato de termos preferência, mas outra funcionária autorizou. Matheus chorou uns 5 minutos até adormecer. Eu, finalmente, relaxei um pouco. Nem respirava direito para ele não acordar! Me mexer, então, nem pensar! Foi assim uns 30 minutos. Depois disso, veio uma vontade gigante de fazer pipi… Quando decidi pedir ajuda aos comissários, teve turbulência e o aviso de apertar os cintos foi acionado! Aiiii

Uns 10 minutos depois iniciou o serviço de bordo. Eu estava tão desesperada que nem lanchar aceitei. Já estava na fase dos suadores e do treme-treme… Matheus comprimia minha bexiga, pois dormia profundamente. Esperei a moça ao lado lançhar e perguntei se ela poderia segurar ele para mim. Expliquei que faria pipi nas calças. Coloquei Matheus em seu colo e fui! Assim que levantei já ouvi seus gritos, mas não tinha como voltar. Eu estava muito apertada mesmo. Na volta, a moça estava descabelada, o senhor ao lado continuava com cara de paisagem, os passageiros em volta davam dicas para acalmá-lo  e até a persiana estava fechada na tentativa de fazê-lo dormir novamente. kkkkkkk Peguei no colo e o choro cessou! Agradeci a moça e disse para ela não desistir de ser mãe no futuro!

O desembarque foi tranquilo e assim que nos organizamos encontramos o papai que nos aguardava ansioso. 

Dicas de mãe 

Diante dessa experiência, resolvi dar algumas dicas para facilitar a vida das mamães corajosas:

  • Ao emitir a passagem indique a presença da criança. Ela deverá estar na lista de passageiros da companhia aérea.
  • Leve o documento original da criança ou a cópia autenticada (são aceitos passaporte, identidade ou certidão de nascimento).
  • Evite muitas bagagens de mão e malas. Você não é polvo e não conseguirá carregar o bebê e todos os apetrechos.
  • Procure fazer o check-in com antecedência para garantir um acento nas primeiras fileiras (eles só podem ser marcados na hora e são preferenciais para gestantes, crianças de colo, pessoas com deficiência e idosos).
  • É direito levar o carrinho até a porta da aeronave. Nada pode ser cobrado por isso.
  • Procure usar uma única bolsa para você e para o bebê. Não adianta querer ser chic nessas horas.
  • Use roupas e calçados confortáveis. Nada de salto alto e acessórios.
  • Na bolsa deve ter: mamadeiras com a fórmula já na medida certa, garrafinha de água, suco, lanche para o bebê, paninhos de boca, fraldas descartáveis e itens de higiene, trocador portátil, roupas extras, manta e brinquedo não muito barulhento.
  • O canguru ajuda muito, pois você ficará com as mãos livres.
  • Faça uma dieta do tipo “liquido zero” 24 horas antes da viagem ou use fraldão… 
  • Aceite ajuda.
  • Ignore os olhares tortos e os comentários. Faça cara de paisagem para os rabugentos. 

Gente, é isso! De modo geral a viagem foi tranquila. Já estou pensando na próxima! Estar na companhia de pessoas queridas é um bálsamo. 

Beijos e uma semana abençoada para todos!