Vamos falar sobre as vacinas?

Vacinar é uma das medidas mais importantes de prevenção contra doenças, tanto que esse processo de imunização inicia ainda na maternidade. No post de hoje será apresentado o calendário obrigatório até um ano de vida da criança,

No Brasil existe o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, o qual atua na prevenção, controle e erradicação de doenças há mais de 40 anos, destando-se como um dos melhores programas de imunização do mundo.

O Ministério da Saúde realiza três campanhas fixas anuais  – contra poliomielite, para atualização da caderneta e influenza – para conscientizar sobre a importância das vacinas, sobretudo nos grupos prioritários (crianças e idosos). 

Algumas pessoas ainda se mostram resistentes quanto a eficácia das vacinas e não seguem o calendário de aplicação. No entanto, dados do Ministério da Saúde mostram que as vacinas são as armas mais eficientes na prevenção de uma série de doenças, não só na infância, mas também na fase adulta. 

Fiocruz garante autossuficiência em vacinas 

A produção de vacinas está no núcleo da Fiocruz. Quando Oswaldo Cruz deu início a Fundação com a criação do Instituto Soroterápico Federal, seu objetivo era o de erradicar a peste bubônica e a febre amarela por meio da produção de vacinas e soros para a população fluminense.

Atualmente, a Fiocruz garante a autossuficiência em vacinas essenciais para o calendário básico de imunização do Ministério da Saúde. A produção é feita pelo Complexo Tecnológico de Vacinas do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, voltado basicamente à produção de vacinas para DTP e Hib, Febre amarela, Haemophilus Influenza e tipo B (Hib), meningite A e C, poliomielite e tríplice viral.

As vacinas na infância

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Ao nascer a criança recebe a carteira de vacinação, onde aparecem alguns dados importantes do seu nascimento, desenvolvimento e registro das imunizações. São nove tipos de vacinas obrigatórias, aplicadas em doses e reforços que variam de acordo com a idade. Como são muitas, e extremamente importantes, é necessário que o esquema de vacinação de cada criança seja acompanhado pelo pediatra.

1 mês

 BCG (dose única) – Protege contra as formas graves de tuberculose, doença ainda comum no Brasil. É produzida com uma forma atenuada do bacilo causador da doença. Essa vacina não costuma provocar reações imediatas, mas depois de 2 a 3 semanas pode haver uma reação local, com o aparecimento de um nódulo que evolui para uma cicatriz. É aplicada em dose única, no braço direito, logo após o nascimento.

Hepatite B – (primeira dose) – Protege contra a hepatite B, uma forma de infecção viral que pode ser adquirida em qualquer momento da vida. Ela é produzida a partir de uma “parte” do vírus que causa a doença. É muito segura e eficaz. Devem ser administradas três doses para garantir proteção adequada.

2 meses

Hepatite B (segunda dose)

DTP (difteria, tétano e coqueluche, primeira dose) – Protege contra difteria, tétano e coqueluche. É uma combinação de duas toxinas inativadas (tétano e difteria) e de produtos da bactéria causadora da coqueluche.

Hib (Haemophilus influenzae, primeira dose) – Protege contra a bactéria Haemophilus B, que é responsável por doenças graves como meningite, pneumonia e epiglotite (inflamação da glote, que leva à falta de ar). A vacina é composta de partes dessa bactéria e deve ser aplicada por via intramuscular. Devem ser administradas 3 doses e de 1 a 2 reforços.

Pólio oral ou inativada (primeira dose) – Protege contra a paralisia infantil. Existem dois tipos de vacina: Sabin, ou trivalente oral, produzida com o vírus vivo atenuado, e Salk, ou injetável, produzida com o vírus inativado. Deve ser administrada em 3 doses e 2 reforços.

Rotavírus (primeira dose) – Protege contra o rotavírus, agente frequente de diarreia entre as crianças. É uma vacina com vírus atenuado e deve ser administrada por via oral em 2 doses.

Pneumocócica conjugada (primeira dose) – Protege contra o pneumococo, bactéria que causa meningite e pneumonia. A vacina conjugada é feita com 13 sorotipos de pneumococo. Deve ser administrada em 3 doses e 1 reforço.

Na rede particular existe a vacina Hexavalente, conjugação da DPT, HIB, Pólio e Hepatite B.

3 meses

Meningocócica C (primeira dose) – Protege contra o meningococo C, um dos tipos que causam a meningite meningocócica, forma grave de infecção. Deve ser administrada em 2 doses e 1 reforço.

4 meses

DTP (difteria, tétano e coqueluche, segunda dose)

Hib (Haemophilus influenzae, segunda dose)

Pólio oral ou inativada (segunda dose)

Rotavírus (segunda dose)

Pneumocócica conjugada (segunda dose)

Na rede particular existe a possibilidade da conjugação da DPT, HIB e Pólio, podendo-se fazer a Vacina Pentavalente

5 meses

Meningocócica C (segunda dose)

6 meses

Hepatite B (terceira dose)

DTP (terceira dose)

Hib (terceira dose)

Pólio oral ou inativada (terceira dose)

Rotavírus (terceira dose)

Influenza (primeira dose) – Protege contra alguns tipos de vírus que causam a gripe. Como esses vírus sofrem modificações, a vacina deve ser aplicada em 2 doses com intervalo de 1 mês entre elas, a partir dos 6 meses, e repetida anualmente. É produzida com vírus morto.

OBS: Existe a possibilidade da conjugação da DPT, HIB, Pólio e Hepatite B, podendo-se fazer a Vacina Hexavalente

1 ano

Meningocócica C (dose de reforço)

SCR (sarampo, caxumba e rubéola –  primeira dose) – Protege contra estas 3 infecções virais: o sarampo (doença exantemática que pode levar a complicações como pneumonias), a caxumba (inflamação da glândula parótida) e a rubéola (doença exantemática grave em mulheres grávidas). É produzida com vírus vivos atenuados. A imunização deve ser feita em duas doses, a primeira aos 12 meses de vida e a segunda entre 4 e 6 anos de idade.

Varicela (primeira dose) – Protege contra as formas graves de varicela, uma infecção viral que leva à formação de vesículas pelo corpo, com febre e queda do estado geral. É produzida com o vírus atenuado. A primeira dose é aplicada com 1 ano de idade e pode ser feito um reforço na fase pré-escolar.

Existe a possibilidade da conjugação da SCR e Varicela, podendo-se fazer a Vacina Tetravalente Viral.

Hepatite A (primeira dose) – protege contra uma infecção viral que causa inflamação aguda e grave do fígado. É produzida a partir do próprio vírus na sua forma inativa. Deve ser administrada em duas doses, com intervalo de 6 meses.

Calendário Vacinas 

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Atualização 2016Calendário Básico de Vacinação é modificado em 2016 - Imagem 1

Fonte: https://www.patosja.com.br

Quanto a vacinar na rede pública ou particular, cabe ressaltar que a decisão será de cada família. O sistema de imunização brasileiro é um dos mais completos e o controle sanitário é rígido. Claro que na rede particular estão disponíveis vacinas mais completas e também as conjugadas, que evitam picadinhas a mais. Mas, o valor a ser pago é bem alto… Na rede pública ou na particular, o importante é vacinar!

Vacinas na rede pública e na privada 

Vacinas são gotinhas ou picadinhas que protegem nosso bem mais precioso! Sim, o coração da mãe fica aflito quando  chega o dia de imunizar, mas, sem dúvida, é a forma mais eficiente para prevenir doenças. 

Fonte imagem: http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude/vacina-de-gente-grande/