Tentativa frustrada de fazer bolachas artesanais

A pessoa acha que tem pouca coisa para fazer e inventa de produzir bolachas para presentear os profissionais que cuidam do Matheus na clínica… 

Não sei se a motivação para tal interesse foi a raiz gaúcha ou as vivências no Canadá, só sei que resolvi fazer bolachas para presentear os profissionais que atuam direta ou indiretamente com o Matheus. Para professores, médica, fisioterapeutas, fono, psicóloga e psicomoticista eu até comprei uma lembrancinha do Boticário, mas não teria como comprar para todos aqueles que trabalham na clínica, os quais também são responsáveis pelos cuidados mesmo que indiretamente… Então, veio a ideia das bolachas.

Pesquisei receitas na internet, comprei os ingredientes e coloquei as mãos na massa. Fazer as bolachinhas foi a parte mais fácil de toda essa invenção… Meus problemas começaram na hora de confeitá-las. Sem habilidade alguma e sem paciência para criar, a produção foi para o beleléu! 

Ao assistir os vídeos tudo parecia tão fácil. Os resultados eram incríveis e as quituteiras demonstravam leveza ao decorar os biscoitos usando o saco de confeiteiro com o tal glacê real. Na prática? Afff que estresse! A começar pelo furo no saco que não poderia ser muito grande, pois o doce sairia grosso e estragaria a beleza da produção, nem muito fino porque exigiria muita força.  

Comecei confeitando os  Gingerbreads e quase arranquei a cabeça dos bonecos de tanta irritação. Muito olho, boca, nariz e detalhes da roupa para fazer… Fiz uns 20 e resolvi dar um tempo. Iniciei a cobertura dos corações, afinal, esses pareciam ser mais simples. Até eram, mas depois de fazer uns 30 eu já não aguentava mais olhar para eles. 

Enquanto isso, Marcos passava na cozinha e sugeria: “passa o merengue na bolacha usando a espátula.” De tanto ele repetir resolvi tentar. O resultado não poderia ser mais desastroso.  Se com o saco de confeitar a minha coordenação era pouca, imaginem sem nada para me guiar. Foi terapia do riso!

Sem contar os imprevistos da experiência… 3 sacos estouraram na minha mão e a lambreca foi geral. Depois, organizei as bolachinhas já confeitadas nos saquinhos e coloquei numa caixa, corri pegar uma fita em outro cômodo e comecei ouvir uma barulheira… era o Matheus esfregando os pezinhos nos saquinhos que estavam na cadeira em frente a dele. 

Por fim, desisti de presentear os profissionais com essa iguaria caseira. Terminei de “enfeitar” as bolachas, arrumei 30 saquinhos, deixei outras tantas numa bacia e sai em busca de um acampamento de sem-teto para entregar. Fui alertada de que seria perigoso e tive que retornar para casa com a produção… Então, fui na vizinha e contei a historinha. Falei que estavam horríveis, mas saborosos e limpinhos. Ela recebeu com muito carinho e disse que levaria na igreja e na escola do neto. O menino abriu um pacote na minha frente e se deliciou… Se a criança gostou é porque estava bom mesmo.

Depois dessa frustração, fui no Atacadão, comprei bombons e esse foi o mimo para a equipe.

Se eu tive alguma esperança de abrir uma “Bolacheria”, essa foi para o espaço!!!

Ho ho ho Feliz Natal!!!!