Hoje precisei explicar porquê segurava Matheus em meus braços

Olá! Gente linda, impossível deixar passar em branco as situações vividas hoje cedo, mas para que compreendem os ocorridos e o motivo das minhas respostas nada educadas, vou resumir os acontecimentos da noite anterior…

Ontem tivemos uma noite daquelas, com desencontros, celular descarregado, aflição de mãe, bebê com tosse e sono escasso! 

Vamos aos fatos…

Mica ficou até mais tarde na faculdade e precisou pegar um ônibus com rota diferente da usual chegando em casa por volta da 1 da manhã. O telefone dele descarregou  e a mamãe, sem notícias,  pirou. 

Não bastasse isso, Matheus está no ciclo da famosa virose de maio, e ontem iniciou a sinfonia cof cof, que se estendeu até às 3 da madrugada.

Eu estava tão pilhada e preocupada com a tosse do guri que só consegui adormecer por volta das 5 da manhã, acordando às 6:30 com o recomeço da melodia cof cof cof… 

Decidi, então, levar o bebê no HMAB (Hospital Militar de Área de Brasília). Enquanto aguardava a consulta fui buscar o resultado do Raio X feito por ele na semana retrasada. Quando entramos na sala de imagens, a criaturinha deu um grito que estremeceu o chão da sala e estourou o tímpano dos idosos que aguardavam atendimento. Eu, mãe-pedagoga, tirei ele do carrinho e acalentei em meus braços enquanto conversava suavemente na esperança de acalmá-lo o mais rapidamente possível, pois todos nos olhavam e eu buscava um buraco no chão para enfiar minha cabeça! O choro cessou! 

Matheus permaneceu no colo enquanto aguardávamos a consulta e eis que uma sargento sem noção fez o seguinte questionamento: Mãe, por que ele está no colo se não está chorando?

Gente, eu juro que até pensei em ignorar, mas eu ainda preciso evoluir muito. Virei para ela, respirei fundo (bufar é o verbo mais adequado) e mandei na lata: – Ele está no meu colo pelos seguintes motivos: 1) Porque sou a mãe e quero ficar com ele no colo; 2) Porque ele é especial; 3) Porque ele pode convulsionar caso fique muito nervoso; 4) Porque estamos aguardando o médico atendê-lo… Você quer mais alguma justificativa?

A pessoa, ficou super sem graça e disse que não perguntou por mal, que apenas achou estranho ele não estar no carrinho.  Dei mais uma lapada, dizendo: – Esse é o mal da humanidade, interferir no que não é da sua conta! 

Gente, eu costumo ser educada e ignorar certos comentários, mas resolvi responder porque ela não tem nada que opinar em situações como essa. Que sirva de lição! Além disso,  o cansaço de uma noite sem dormir tira qualquer ser humano do eixo.  Contei para algumas amigas e elas se espantaram com minha reação raivosa. 

No consultório também  dei algumas respostas atravessas, afinal, não se fazem mais médicos como antigamente. Ele perguntou os sintomas e quando haviam começado. Respondi essas questões sem titubear. Em seguida, me perguntou o que eu achava que poderia ser. Heim?! Respondi que ele, MÉDICO, teria que me esclarecer  essa dúvida. Ok, resolveu examinar o Matheus, descartou inflamação na garganta e nos ouvidos, disse que ouviu um leve chiado no peito e que provavelmente seria bronquiolite e blá blá blá.  

Com a receita em mãos, passamos na farmácia comprar os medicamentos e, mais uma vez, Matheus se rebelou no carrinho. Novamente, segurei em meus braços e confortei.

Andando em direção ao carro, com Matheus no colo e empurrando o carrinho, passou por mim um senhor e disse: Ele ainda não anda? 

Gente, hoje era o dia das justificativas, das respostas mal dadas, do exercício do domínio próprio (eu juro que tentei). Respondi: NÂOOOOOO ainda, ele é especial. 

Eu estava virada de sono, virada no Jiraya!

Por que as pessoas precisam interferir na vida dos outros??? Encontrar alguém disposto a ajudar é bastante complicado, mas gente chata palpitando é o que mais temos. Vão ser úteis para a humanidade!