Gustavo é o “pacotão” de amor enviado por Deus para alegrar sua família

Olá!! Meu nome é Ingrid  e sou mãe do Gustavo de 4 anos e 10 meses, que tem hidrocefalia.
Nossa relação com a hidro começou na vigésima quarta semanas de gestação, onde internei no hospital devido um mal estar repentino. Fizeram uma ecografia para ver como estava o bebê e quando saiu o resultado o doutor desconversou… Disse que precisaria repetir o exame pois havia dado um ‘erro’ no anterior. Falou ainda que precisava ter a certeza do que ele tinha visto.
Não sei porquê, mas me desesperei! Fiquei muito nervosa até a repetição do exame e o resultado final. Ecografia repetida, veio o doutor com uma cara de tristeza e me disse que o Gustavo seria especial e que a situação dele em meu útero já era bem complicada. Nesse momento ouvimos falar, pela primeira vez, sobre a  hidrocefalia.
Como o médico era somente ginecologista/obstetra não soube me explicar os detalhes dessa condição. Só me disse que existia uma válvula…
Segui fazendo acompanhamentos, até ganhar o Gu em um parto de emergência, pois já estava com dilatação.  O médico que me acompanhou no pré-natal estava cobrindo um outro plantão nesse dia, ou seja, tinha  tudo pra dar errado, mas como Deus é bom, tudo se encaminhou e deu certo. Meu Gu nasceu com 4, 925 kg, 54cm e 51 de perímetro cefálico (bem grande).
Queria eu, ter visto ele a primeira vez, ter pego em meu colo… Mas não foi isso que aconteceu… A pediatra que acompanhou o parto disse que o ideal era ir vê-lo na UTI, chorei muito e me senti despedaçada. Para piorar a situação, não havia leito na UTI Neo e ele ficou em observação exclusiva no berçário a espera de uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva.
No dia seguinte, fui visitá-lo na UTI e fiquei sabendo de todo o ocorrido. Foi nesse momento que iniciaram todas as lutas também…  Gustavo colocou a válvula com 6 dias de vida,  ficou internado na UTI durante 32 dias e mais 5 no quarto de adaptação comigo.
De lá pra cá, aprendi a me comunicar com ele, saber o que ele quer através das expressões dele (ele ainda não fala), e assim a gente leva a vida, pois ele também não anda e não senta.
Ele desenvolveu epilepsia aos 8 meses de vida, isso ocorreu em virtude das múltiplas lesões cerebrais. Gu toma medicação controlada e se alimenta por gastronomia porque não consegue deglutir.
 Hoje ele faz fisioterapia, sessões de fonoaudiologia e hidroterapia também.
Todos os dias luto pela inclusão e aceitação dele na sociedade em que vivemos, pois acho que isso é muito importante. Infelizmente falta muito respeito ainda.
Sou muito feliz, pois sei que apesar de tudo ele também é feliz e nos faz feliz. Somos gratos a Deus por esse pacotão de amor que Ele nos deu a bênção de ter!