Dei um cansaço na mamãe, mas fiz mais um EEG

Olá!!! Sentei agora para escrever um texto sobre um tema bem presente em casa nos últimos tempos,  a adolescência dos 2 anos de idade. Contudo, ao abrir a página de edições, observei que estava faltando a publicação sobre a saga para realizar o eletroencefalograma, em meados de agosto… Então, vamos aos detalhes!

As mamães especiais certamente se identificarão com esse post, pois muitas vivem situações semelhantes com seus pimpolhos. Realizar um EEG nem sempre é uma tarefa fácil, sobretudo quando as crianças estão crescidinhas e donas do próprio nariz, como é o Dom…

Esse foi o segundo exame do ano, o outro eu compartilhei aqui também (EEG 1). Foi necessário repetí-lo porque o anterior apresentou algumas alterações, havia um descompasso que poderia indicar crises convulsivas frequentes.

Bem, primeiro vou contar como foi complicado fazer o EEG e depois explico algumas coisinhas sobre os resultados.

O exame requer privação de sono e nós seguimos rigorosamente o ritual indicado pela equipe do hospital: Matheus dormiu a meia noite e foi despertado às 4 da madrugada. Ficamos cantarolando e brincando até às 6:30 da manhã. Papai nos deixou no hospital e ainda disse:

– Esse menino não vai dormir, está muito esperto!

Retruquei! Afinal, havíamos seguido à risca as recomendações  e a experiência anterior havia dado super certo.

Chegamos na Neurologia e a técnica (a super fofa Marina) já nos esperava. Comecei a ninar o Matheus e depois de uns 40 minutos ele adormeceu. Marina começou a dispor os 24 eletrodos com o maior cuidado, quando na colocação do último ele despertou! Tentei embalar mais um pouco e nada do menino dormir… Olho arregalado e risinhos nos lábios.

Mães sempre têm um coelho na cartola, não é memo? O meu era um exame de sangue rotineiro que ele faria no mesmo dia. Resolvi levá-lo ao laboratório acreditando que, com o estresse da picada e da coleta, ele adormeceria… Mera ilusão.

Após a segunda investida, eu já estava exausta e não sentia meus braços… Reagendei o exame e fomos para casa. Chegando em casa, o Lindo estava ligado na tomada, não dava sinais de que dormiria tão cedo. Eu estava morta com farofa! Diante disso, liguei para a Marina e consegui um horário para algumas horas depois, ao meio dia.

Por volta de 11:30 h fiz o ritual do sono: banho morno, massagem relaxante e mamadeira. Chegamos no hospital pontualmente às 12 horas. Aconcheguei ele em meus braços e comecei a ninar, ninar, ninar… Nesse interim, precisei mandar o médico  responsável pela Neurologia pastar, pois ele me pediu para sair da área em que estava (espaço restrito aos funcionários). Disse que estava acordada desde às 4 da madrugada tentando realizar um exame e que dali eu não sairia. Ele entendeu ou simplesmente preferiu não cutucar uma mãe-amanhecida!

O balanço continuou por mais uns 50 minutos até o Dom Valente, finalmente, se entregar. Rapidamente, Marina posicionou os eletrodos e começou o monitoramento.  São necessários 20 minutos de sono, sem interrupções, para que a médica possa analisar e emitir o laudo. Matheus virou-se de bruço aos 18 minutos e arrancou a metade dos eletrodos. Considerando as dificuldades já expostas, a técnica anotou tudo na ficha dele e a médica conseguiu fazer o laudo. Ufa!

O resultado

Semana passada tivemos consulta com a neuropediatra e ela disse que não houve muita diferença desse exame para o realizado anteriormente. O ritmo da atividade cerebral tem algumas alterações, mas o desenvolvimento do Matheus é tão satisfatório que isso não está interferindo. Graças a Deus!

Sobre o exame (Fonte: https://www.einstein.br/especialidades/neurologia)

​O EEG é um exame que analisa a atividade elétrica cerebral espontânea, captada através da utilização de eletrodos colocados sobre o couro cabeludo. Como a atividade elétrica espontânea está presente desde o nascimento, o EEG pode ser útil em todas as idades, desde recém-nascidos até pacientes idosos.
O objetivo desse exame é obter o registro da atividade elétrica cerebral para o diagnóstico de eventuais anormalidades dessa atividade.

Quando está indicado?
Suspeitas de alterações da atividade elétrica cerebral e dos ritmos cerebrais fisiológicos.
Epilepsia ou suspeita clínica dessa doença.
Pacientes com alteração da consciência.
Avaliação diagnóstica de pacientes com outras doenças neurológicas (ex: infecciosas, degenerativas) e psiquiátricas.

Como é feito o exame?
O EEG é realizado através da colocação de eletrodos no couro cabeludo, com auxílio de uma pasta condutora que, além de fixá-los, permite a aquisição adequada dos sinais elétricos que constituem a atividade elétrica cerebral. Inicialmente é feito um registro espontâneo da atividade elétrica cerebral durante a vigília (paciente acordado). Se possível, essa atividade é registrada também durante a sonolência e o sono. O registro em todos esses estados aumenta a sensibilidade do método na detecção de diversas anormalidades.

O ideal seria essa touca, mas no Brasil é bem difícil encontrar clínicas que disponham…

Gente, por hoje é isso! Amanhã eu escreverei sobre a adolescência precoce que estamos vivenciando. Super beijo!