A “adolescência” dos 2 anos

Olá! Hoje vamos falar sobre a adolescência dos 2 anos, fase em que a teimosia e as birras intensificam-se e deixam as mamães quase doidas ou totalmente malucas!

Pois é, de repente, aquele bebê calmo e receptivo, que nos encanta com suas doces descobertas, muda seu comportamento e testa nossa paciência a todo instante. Choro intenso, gritos e birras passam a fazer parte do seu comportamento diário e nos força a pesquisar para compreender o que está acontecendo. Então, vamos compartilhar o que descobrimos!!!

Segundo especialistas da infância, essas características comportamentais são típicas da “adolescência” dos 2 anos, a “terrible two”.  Portanto, não é um mito, uma observação de mãe ou simplesmente um ataque de pirraça, mas uma etapa do desenvolvimento infantil. 

Aos 2 anos de idade, a criança deixa de ser um bebê e torna-se uma criança. Ganha autonomia, quer a independência, vive situações novas e diversas,  aprende muito rapidamente e desafia os adultos.  Essa etapa  faz parte do processo exploratório  e caracteriza-se por situações repetitivas de irritação, birras, choro insistente e presença constante da palavra “não”.

 Logo, a família compreender que essa fase é parte integrante do processo de amadurecimento da criança ajudará não apenas ela,  mas todos que com ela convivem… 

É importante entender que as ações indicam o desenvolvimento da compreensão de mundo da criança, mas por não saber elaborar e expressar as emoções, as reações podem ser caóticas. Aos pais compete estabelecer limites, pressuposto básico da boa educação e do crescimento pessoal; conversar  e não reforçar o mau comportamento.

Os efeitos dessa etapa podem ser minimizados quando:

– os pais são presentes, atentos e cuidadosos com a rotina de atividades e interação social. Não adianta uma agenda repleta de ocupações se não há períodos para brincadeiras, trocas e afagos entre os familiares.  A superestimulação causa sobrecarga e pode facilitar o aparecimento das crises de pirraça. 

-as frustrações são compreendidas e a criança é encorajada a prosseguir, independente do resultado final.

-as negociações ocorrem somente quando possível, não adianta “comprar” a criança com doce ou brinquedo para que ela atenda uma solicitação e finde a birra. É preciso conversar, explicar, respirar, respirar fundo, respirar mais fundo ainda e esperar passar.

E a criança com necessidades especiais?

Ela também passa por essa fase! As crises podem ser amenas ou mesmo tão intensas quanto numa criança típica. Precisamos entender que a criança com necessidades especiais, muitas vezes, não consegue verbalizar seus desconfortos e insatisfações, mas ela vivencia da mesma forma  e extravasa por meio de um comportamento diferenciado – choro, irritabilidade, gritos. Sim, ela faz pirraça!!!

Dom Valente está no “olho do furação” dessa fase! Ele já entendeu que por meio do choro intenso e insistente, conseguirá minha atenção tantas vezes quanto quiser.  Também aprendeu  a gritar e tem testado essa habilidade sempre que deseja algo! Além  disso, passou a detestar a cadeirinha de alimentação, negando-se sentar nela muitas vezes. Endurece o corpo, se estica, escorrega e chora… Sou firme, insisto, persisto e o convenço a ficar nela. Outra cadeirinha rejeitada é o bumbo, ele desliza e nos obriga a libertá-lo. Agora que aprendeu a sentar, só fica no berço quando realmente quer dormir ou relaxar. Caso contrário, levanta, bate nas laterais e grita: ei, ei, ei… A palavra “não” também está presente e contextualizada, ele é capaz de gritá-la quando se irrita muito.

Cabe ressaltar, que as mamãe especiais precisam ficar ainda mais atentas, pois nossos filhotes vivem uma rotina diferenciada (terapias exaustivas, exames, consultas) e muitos fazem uso de medicamentos controlados, os quais podem resultar em efeitos colaterais semelhantes às características dessa etapa do desenvolvimento. Compreensão, conhecimento e paciência são essenciais para passar por essa fase com tranquilidade! Ajuda profissional (neuropediatra e psicólogo) também é fundamental. 

Gente linda, por hoje era isso! Vamos em frente, aprendendo  e ensinando!